Monday, April 01, 2013

Nos limites da representação - Revista Continente (abril/2013)

Nos limites da representação

Escrito por Pollyanna Diniz   
Seg, 01 de Abril de 2013 06:00
André Barreto/DivulgaçãoAndré Barreto/Divulgação
O teatro estava lotado na estreia da peça da diretora badalada, aquela que sempre transpunha a violência do mundo real ao palco. Uma das cenas leva um senhor da plateia a baixar a cabeça e fechar os olhos. Era um casal de atores de shows pornô fazendo sexo explícito. E havia um detalhe: a mulher estava grávida. Essa é uma das passagens do texto A filha do teatro, do dramaturgo, jornalista e professor Luís Augusto Reis, que realiza aquilo que é propagado por uma de suas personagens, a tal diretora badalada: investigar os limites da representação teatral. No caso de Reis, ele cumpre isso, ao construir uma obra que se utiliza da metalinguagem como recurso principal, mas consegue falar do exercício teatral sem se tornar autorreferente e esquecer o público.

É uma história contada por três mulheres (há uma quarta, citada, mas não representada), que trata de amor, compaixão, possessividade, relacionamentos, com elementos de drama e suspense – um tiro é disparado e isso marca a narrativa dessas personagens. Aos poucos, o público vai desenhando um cenário: um casal de mulheres leva para casa uma mãe e o bebê recém-nascido e começam a tratar essa criança como filha. Até que uma delas é assassinada.

O textoA filha do teatro foi montado por diretores como Antonio Edson Cadengue, em 2007, e Antonio Guedes, um ano depois. Agora, volta aos palcos pelas mãos da Cênicas Companhia de Repertório, grupo pernambucano que tem duas décadas de atuação, sob direção de Antônio Rodrigues. A peça fez pré-estreia no festival Janeiro de Grandes Espetáculose está em cartaz até o final do mês no Teatro Arraial. 

Leia a matéria na íntegra na edição 148 da Revista Continente

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